Hoje Vou Assim - Cris Guerra

20 fev

Gente falsificada

Postado em: Augusto Paz - colunista convidado

Gente Falsificada

A compra de um produto falsificado traz consigo muitas implicações. Quem adquire bens falsos está contribuindo com sonegação de impostos, escravização de mão de obra e com uma série de outras coisas. Existe também uma categoria especial de gente de procedência duvidosa. Pessoas que, tal qual uma bolsa de camelô, podem nos manchar. Nesse caso, de maneira permanente.

Existem alguns truques muito úteis para conferir a autenticidade de roupas e acessórios. Para saber se a camisa Lacoste é original, basta observar se o jacarezinho está posicionado do lado esquerdo da peça. Já as bolsas Louis Vuitton contam com etiqueta contendo número de série composto por duas letras e quatro números. Quem se atina a essas dicas não troca gato por lebre e não faz mau negócio. Quem dera esses truques fossem aplicáveis à gente falsificada.

A gente falsificada é daquele tipo que come mortadela e arrota faisão, conta vantagens infinitas em seu ábaco de vaidades e está constantemente vigiando o tom de verde da grama do vizinho. Usam logotipos como estandartes e se preocupam muito mais com o conteúdo da garagem que o da geladeira – um reflexo da falta de conteúdo encefálico. O tempo trabalhando como jornalista de moda foi curto, mas a lista de gêneros pouco legítimos foi bem extensa. Aquela que preferiu pagar a prestação do iPhone a quitar a dívida com os amigos; aquele que morava de favor, mas fazia questão de comprar a bolsa importada da última estação; sem contar aquele outro que tentou passar a perna no chefe que lhe ensinou tudo que sabia… aunque se vista de mona…

A identificação da gente falsificada requer muita prática e treino. Olhe no fundo dos olhos, se forem turvos, corra! Agradecimentos de menos e elogios demais também são indicativos de que você está levando gato por lebre. Todavia, o melhor jeito de não se deixar levar pela gente falsificada é manter os pés bem firmes no chão.

Augusto Paz Augusto Paz
Colunista Convidado
augusto-paz.blogspot.com

9 Comentários

  1. Marcéli disse:

    Acho que pior que adquirir bens (falsificados ou não) é precisar do dinheiro dos outros para fazê-lo. Já ouviu a expressão “gozar com o pau dos outros”? Bem por aí.
    Você poderia separar em subtópicos o tema “gente falsificada”, porque, dentro deste grupo, existem os parasitas, os trapaceiros, os arrotadores de peru que comem carne de gato e os invejosos – estes últimos, não tem PN e acham que são alguém para criticar o que o outro tem ou deixa de ter.

    O preço que se paga por conviver nesse mundinho… ou não. :)

  2. Denédja Melo disse:

    é o que mais tem hoje em dia… chega a ser mais lindo uma pessoa com uma bolsa de uma marca qualquer, mas com um designe legal, do que uma com uma marca babado e a cara da falsificação … ser bossal é estilo de vida agora.. uóoo
    http://www.piasoeunamoda.com/

  3. Cilene Cruz disse:

    Muito bom esse texto…vou salvar nos meus arquivos que é para eu não esquecer dos fakes que estão ao meu redor.

  4. Renata disse:

    “Quem adquire bens falsos está contribuindo com sonegação de impostos, escravização de mão de obra e com uma série de outras coisas. ”

    Quem lê pensa que as grifes de luxos ñ praticam nenhum dos itens mencionados, isso pq sai na midia toda hora sobre trabalho escravo pra grifse e a lindinha da daslu a campeã de sonegação de imposto…. ingenuidade manda lembranças. Desculpa quem escreveu ñ sabe os por menores do mercado de luxo no BR.

    • fabio disse:

      Renata, acho que você não entendeu o contexto do escritor. Em nenhum momento ele afirma que as grifes não praticam sonegação de impostos e escravização da mão-de-obra. Pelo contrário, o que ele afirma que as empresas que fazem sonegação são mais propensas a realizar estes crimes. Ou você acha que os falsificadores trabalham formalizados e tem funcionários com carteira assinada? o foco do texto é outro, pessoas falsas. o título do texto já dá uma vaga idéia sobre o que será falado. Leia o texto antes de criticar. Não se torne uma pessoa que critique apenas por criticar.

  5. Eduardo disse:

    Gostei. Principalmente do “quem vê garagem, não vê geladeira..”ahaha..

  6. Giuli Anny disse:

    Muito bom! Augusto Paz sempre faz estas analogias ótimas!!!!!maravolhoso!

  7. Rosana disse:

    As vezes aquelas pessoas que passam do nosso lado momentos alegres e fartos nem semmpre são mais amigos do que aqueles que choram 7 anos depois por não ter podido estar do seu lado nos piores momentos da sua vida… Pessoas sinceras, amigas e fiéis ou são tão poucas que podemos conta-la nos dedos de uma mão ou possuem 4 patinhas.

  8. Ticiana disse:

    Amei, Augusto! Pena que o mundo está cheio dessas figuras…

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